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Mostrando postagens de Fevereiro, 2018

Viola para todos os gostos

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Fevereiro é quando descobrimos qual é o hit do carnaval que nos vai ser enfiado goela abaixo em doses cavalares. Para quem procura outros sons, vou falar de mais dois bons lançamentos ainda de 2017. Quem me segue sabe o quanto admiro a viola caipira. E motivos não faltam. É um instrumento que tem um timbre único e muitas possibilidades, muito além da música caipira. E para ilustrar essa versatilidade, os dois trabalhos mostram a viola em terrenos distintos: a música caipira tradicional, chamada atualmente de “raiz”, da dupla Índio Cachoeira e Santarém, e o som instrumental de Ricardo Vignini, que coloca a viola e seus ponteados a serviço de estilos como o rock e sonoridades de música celta ou nordestina.

O nome do álbum, “Ponteando Tradições”, de Índio Cachoeira e Santarém, já explica o que vamos ouvir. Música caipira tradicional no melhor estilo de dupla bem entrosada e que desenvolve seus temas apoiados pelos contracantos e solos da viola. Ambos são músicos experient…

Pedras que (ainda) rolam

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Ao falar de música sempre há que se pagar um tributo aos clássicos. Ainda mais quando um clássico volta em edição especial, que traz um “gostinho” da reunião de dois ícones. Um dos ícones é um dos maiores guitarristas de rock e blues de todos os tempos: Eric Clapton. O segundo, e dono desse relançamento, são os Rolling Stones. Nos agitados anos 60 os Rolling Stones “rivalizavam” com os Beatles, como uma espécie de anti-Beatles. Enquanto esses, com seus terninhos bem cortados, ainda tinham uma aura de bons moços, os Rolling Stones eram o oposto. A imagem da rebeldia e a personificação do espírito do rock.
Essa rivalidade, porém, era mais imagem e rixa de fãs empedernidos e os membros das bandas eram próximos. Dizem as lendas que os Beatles teriam dado um empurrão para a assinatura do primeiro contrato dos Stones com a gravadora Decca. Em um dos maiores erros da história dos negócios, a Decca ficou famosa como a gravadora que recusou os Beatles por não acreditar no seu fut…

O fazedor de rios

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Sempre digo nesta coluna que a música brasileira vai bem. Criativa, original e ainda emocionando. Porém, sempre alerto de que o caminho para encontrar essa boa música não são mais os tradicionais (rádio, TV ou prateleiras de disco nas grandes lojas de varejo). O caminho tradicional foi tomado, com raríssimas exceções, por títulos das grandes gravadoras, que investem pesadamente em marketing para oferecer ao grande público trabalhos de qualidade nem sempre garantida. O mundo digital abriu novas possibilidades não só para a gravação, mas também para o financiamento, divulgação e difusão. O disco, objeto dos comentários desta coluna, é o melhor retrato desse novo caminho trilhado pelo artista independente.
Em uma passagem recente por BH vi o anúncio do show de lançamento do álbum “O fazedor de rios”, do artista mineiro Luiz Gabriel Lopes. Bem recomendado pelo amigo e “informante musical” Luiz Henrique Garcia (dono do ótimo blog sobre música “Massa Crítica Música Popular” - …